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MOVIMENTO CAPRICHA NA INCLUSÃO – BATE PAPO DE RAFAEL SALLET COM PROF. LUCELMO LACERDA E ELYSE MATOS

Elyse Matos, Rafael Sallet e Lucelmo Lacerda – Capricha na Inclusão, práticas com evidências.

O Movimento Capricha na Inclusão tem movimentado o Brasil martelando incansavelmente a necessidade de práticas com evidências científicas para atendimento das pessoas com autismo. 
Fizemos um bate papo sobre o movimento e abaixo fiz uma tradução livre do rol de práticas que o movimento defende e que também podem ser acessadas em inglês nos links a seguir: link 1 e link 2 

Daqui em diante, não se trata de publicação original do nosso site, mas tradução livre dos links mencionados acima, com descrição das 27 práticas com evidências, defendida pelo Movimento Capricha na Inclusão:

O que são práticas baseadas em evidências?

Muitas intervenções existem para o transtorno do espectro do autismo (TEA). No entanto, pesquisas científicas descobriram que apenas algumas dessas intervenções são eficazes. As intervenções que os pesquisadores mostraram ser eficazes são chamadas práticas baseadas em evidências (PBEs). Uma razão para usar PBEs é porque, por lei (nos EEUU), as práticas de ensino devem ser baseadas em evidências de eficácia.

Quais PBEs foram identificados?

1) INTERVENÇÃO BASEADA EM ANTECEDENTES: Intervenções baseadas em antecedentes podem ser usadas para diminuir um comportamento de interferência identificado e aumentar o engajamento modificando o ambiente.

2) INTERVENÇÃO NATURALISTA: Fundamentada no behaviorismo, a intervenção naturalista (NI) consiste na aplicação de princípios de análise do comportamento aplicado durante as rotinas e atividades cotidianas de um aluno, a fim de aumentar o comportamento alvo ou diminuir um comportamento interferente.

3) AUTOGESTÃO: O autogerenciamento ensina os alunos com TEA a discriminar entre comportamento apropriado e inadequado, monitorar e registrar com precisão seus próprios comportamentos e recompensar a si mesmos pelo comportamento apropriado ou uso de habilidades.

4) INTERVENÇÃO COGNITIVA COMPORTAMENTAL: A intervenção cognitiva comportamental ensina os alunos a examinar seus próprios pensamentos e emoções, reconhecer quando pensamentos e emoções negativas estão aumentando de intensidade, e então usar estratégias para mudar seu pensamento e comportamento.

5) INTERVENÇÕES IMPLEMENTADAS PELOS PAIS: As intervenções implementadas pelos pais (IIP) consistem em profissionais que colaboram, treinam e treinam os pais para implementar práticas baseadas em evidências (PBEs) com seus filhos durante as rotinas e atividades diárias.

6) NARRATIVAS SOCIAIS: As narrativas sociais (NS) descrevem situações sociais para os alunos, fornecendo pistas relevantes, explicação dos sentimentos e pensamentos dos outros e descrições de expectativas de comportamento apropriadas.

7) REFORÇO DIREFERENCIAL: Reforço diferencial é uma aplicação de reforço projetado para reduzir a ocorrência de comportamentos interferentes (por exemplo, agressão, autolesão, comportamento estereotípico).

8) INSTRUÇÃO E INTERVENÇÃO MEDIADA POR PARES: Com uma base no behaviorismo e na teoria da aprendizagem social, o  IIMP envolve sistematicamente ensinar aos pares sem deficiência maneiras de envolver os alunos com TEA em interações sociais positivas e significativas.

9) TREINAMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS: THS refere-se a qualquer instrução dirigida por adultos em que habilidades sociais são direcionadas para melhoria. 

10) TREINAMENTO DE TESTE DISCRETO: O treinamento em testes discretos consiste em um adulto que usa instrução de ensaio em massa dirigida por adultos, reforços e contingências claras e repetição para ensinar uma nova habilidade ou comportamento.

11) SISTEMA DE COMUNICAÇÃO DE TROCA DE IMAGEM – PECS: O Picture Exchange Communication System (PECS) (R) é usado para ensinar os alunos com habilidades de comunicação funcional limitadas para iniciar as trocas e interações comunicativas dentro de um contexto social.

12) GRUPO DE REPRODUÇÃO ESTRUTURADOS: Os grupos de brincadeiras estruturados são atividades de pequenos grupos com uma área, atividade, tema e funções definidas, com pares tipicamente em desenvolvimento e um andaime adulto, conforme necessário, para apoiar o aluno com o desempenho do TEA.

13) EXERCÍCIO: Exercício (ECE) pode ser usado para melhorar a aptidão física dos alunos com TEA. Além disso, o exercício pode ser usado para aumentar os comportamentos desejados (tempo na tarefa, resposta correta) e diminuir os comportamentos inadequados (agressão, autolesão).  
 
14) TREINAMENTO DE RESPOSTA PIVÔ: O treinamento de resposta crucial é uma intervenção que integra os princípios do desenvolvimento infantil aos da análise do comportamento aplicado (ABA).
 
15) ANÁLISE DE TAREFAS: Usando a análise de tarefas (TA) para ensinar os passos individuais do aluno, o aluno pode tornar-se mais independente usando a habilidade ou comportamento alvo mais complexo.

16) EXTINÇÃO: Extinção é um princípio comportamental que pode ser usado para diminuir ou eliminar um comportamento interferente, retendo as consequências que o mantêm.

17) INDAGAÇÃO: O estímulo é uma prática eficaz para aumentar o sucesso e a generalização  das habilidades ou comportamentos-alvo para alunos com TEA.

18) INSTRUÇÃO E INTERVENÇÃO ASSISTIDA POR TECNOLOGIA: Instrução e intervenção assistida por tecnologia refere-se à instrução ou intervenção em que a tecnologia é a característica central que sustenta a aquisição de um objetivo para o aprendiz.

19) AVALIAÇÃO FUNCIONAL DO COMPORTAMENTO: Uma avaliação do comportamento funcional pode ser usada quando a intensidade, a duração ou o tipo de comportamento interferente cria preocupações de segurança ou afeta o desenvolvimento de uma criança.

20) REFORÇO: Reforço (R +) é uma prática fundamental que é usada com outras práticas baseadas em evidências. Reforço descreve a relação entre o comportamento do aluno e uma consequência que segue o comportamento. Essa relação é reforçada apenas se a consequência aumentar a probabilidade de o aluno executar a habilidade ou o comportamento no futuro. 

21) ATRASO DE TEMPO: O atraso de tempo (AT) pode ser usado para aumentar as habilidades acadêmicas, de comunicação, sociais, motoras e lúdicas. 

22) TREINAMENTO DE COMUNICAÇÃO FUNCIONAL: O treinamento em comunicação funcional pode ser usado para substituir comportamentos interferentes por um comportamento comunicativo mais apropriado e eficaz.

23) INTERRUPÇÃO DE RESPOSTA E REDIRECIONAMENTO: A interrupção e o redirecionamento de respostas podem ser usados ​​para eliminar ou reduzir comportamentos interferentes.

24) MODELAGEM DE VÍDEO: Usando a modelagem de vídeo (MV), o aluno com TEA pode processar informações com mais facilidade e rapidez.

25) MODELAGEM: Ao usar modelagem (MD), o aluno com TEA pode adquirir e generalizar novas habilidades / comportamentos. 

26) SCRIPTING: O script é uma dica visual ou auditiva que dá suporte aos alunos para iniciar ou manter a comunicação com outras pessoas.


27) SUPORTES VISUAIS:
Ao usar suportes visuais (VS), o aluno com ASD pode processar informações com mais facilidade e rapidez.

 

 

O National Professional Development Center – NPDC utilizou um critério rigoroso para classificar 27 intervenções focalizadas como PBE’s em 2014. As 27 PBE’s identificadas demonstraram, por meio de pesquisas científicas, ser eficazes quando implementadas corretamente com alunos com TEA. O NPDC desenvolveu módulos on-line, chamados AFIRM, para cada uma das 27 práticas identificadas.

Imagem de Autism Internet Modules

No momento, estamos atualizando a revisão sistemática até 2017 como parte da Câmara Nacional de Evidências e Práticas do Autismo (NCAEP).

Quais critérios determinaram se uma intervenção foi eficaz?

O NPDC determinou se uma intervenção foi eficaz através de uma revisão de pesquisas revisadas por pares em revistas científicas.

Uma intervenção foi considerada uma prática baseada em evidências se atendesse aos critérios específicos descritos abaixo.

  • estudos randomizados ou quase-experimentais. Dois estudos de desenho de grupo experimentais ou quase-experimentais de alta qualidade conduzidos por pelo menos dois pesquisadores ou grupos de pesquisa diferentes, ou

  • estudos de projeto de sujeito único. Cinco estudos de design de alta qualidade, com uma única disciplina, conduzidos por três diferentes pesquisadores ou grupos de pesquisa e com um total de pelo menos 20 participantes em estudos, OU

  • combinação de evidências. Um estudo de desenho de grupo randomizado ou quase-experimental de alta qualidade e pelo menos três estudos de projeto de alta qualidade de indivíduos únicos conduzidos por pelo menos três pesquisadores ou grupos de pesquisa diferentes (em todos os estudos de projeto de grupo e de sujeito único).

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